terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Até se resolver


O adrian hiberna. Espera é chegar a acordar. Entretanto, vão até Évora, dia 18 (aqui). Está lá o bonecreiro, a falar destas angústias.

terça-feira, 6 de Abril de 2010

Grande Ajuntamento de Ratos


... de Biblioteca, a partir de amanhã, em Guimarães (aqui). O bonecreiro do adrian bem gostava de lá estar, mas valores mais altos se levantam (ou orçamentos mais baixos se agacham).

Um abraço aos compagnons de route e um torce-dedos pelo Rui Brito, que defenderá as suas palavras, do Batman e deste lírico ao serviço de um boneco de plástico, numa comunicação intitulada Objectivo leitura! A Banda Desenhada à conquista das modernas bibliotecas lusitanas.

quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Três pontos para Phil Jackson

Se o adrian tem por hábito misturar leitura e música, o desporto também é sempre tido em consideração para uns eventuais cocktails de promoção de leitura. E aqui segue mais uma dica, desta feita tendo como alvo os que preferem encestar em detrimento de rematar ou pedalar.
Phil Jackson é um treinador mítico da NBA (National Basketball Association). Actualmente treina os L.A. Lakers e revelou, em 2010, a lista de obras que sugeriu aos seus jogadores como complemento da parte física: dos policiais de Walter Mosley ao peso-pesado Bolaño, de biografias de políticos como Obama a histórias de revolucionários como Che, o treinador entende a leitura como parte do processo de treino. Cita-se, do La Vanguardia:
El técnico (…) considera que la literatura es una parte importante del entrenamiento y de los resultados que se logran en la cancha. Así, el técnico de los Lakers busca títulos con los que sus jugadores se puedan identificar, aprender algo sobre su papel en el equipo y mejorar su rendimiento. Gracias a esta particular manera de entender el deporte de elite, el llamado Maestro Zen ha logrado hacer entrar en razón a Dennis Rodman o Ron Artest, dos de los jugadores más indomables de la Liga.
Sigam o link para a notícia completa, aqui, onde encontrarão o título que Phil escolheu para cada jogador. E fica a sugestão: porque não um poster A3, à entrada do ginásio, com as leituras de cada um dos jogadores dos Lakers? Água mole em pedra dura...
O seu a seu dono: via bibliotecário de babel. Grato.
Foto de Phil Jackson

Vive la France!


Mais actual não há do que este estudo, intitulado Les 11-18 ans et les bibliothèques municipales, levado a cabo por iniciativa da Direcção do Livro e da Leitura (Ministério da Cultura e da Comunicação de França) e empreendido pela BS e Tosca Consultants. A edição coube à Bibliothèque Publique d’Information/Centre Pompidou. O adrian deixa a sinopse:
“À l'heure d'Internet, y a-t-il encore une place pour la bibliothèque municipale dans l'univers des adolescents ? Quel intérêt peut-elle présenter aux yeux de jeunes qu'on imagine volontiers faibles lecteurs, adeptes convaincus des moteurs de recherche, et virtuoses du téléchargement, légal ou illégal, de musique et de films ? Pourquoi certains jeunes ne viennent-ils pas ou plus dans les bibliothèques et que pourrait-on leur offrir pour qu'ils les fréquentent ? Autant de questions auxquelles cette nouvelle enquête, consacrée à la relation que les adolescents entretiennent avec la lecture et l’univers des bibliothèques, s’efforce de répondre.”
Está online, de modo gratuito, aqui. Vive la France!
O seu a seu dono: o adrian chegou lá via facebook de Maria Carla Proença. Grato.

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Elevar a fasquia


Quando se fala de promoção de hábitos de leitura, a discussão raramente será pacífica. Recorda-se, a esse propósito, o frente-a-frente entre Francisco José Viegas e Isabel Alçada (aqui). O bibliotecário, quando recomenda a um utilizador de 16 anos uma qualquer obra, não o faz de ânimo leve: entretanto inquiriu acerca da experiência de leitura sob várias perspectivas (frequência, temáticas, géneros literários) e, se a escolha cair algures entre sangue e incisivos afiados e sobredimensionados, a solução é óbvia: vampiros. E aí, temos oferta basta, com Stephenie Meyer à cabeça. Da qualidade de um Eclipse? Rogério Casanova, num exercício com tanto de hilariante como de brilhante – e esforçado, só os três primeiros títulos da saga perfazem 1616 páginas -, no suplemento Actual/Expresso, tirou o retrato à sequela Twilight, e a apreciação foi bastante negativa.
Cria-se então o chamado "efeito engulho": as perspectivas cumprem-se, de parte a parte, mas uma delas tem consciência de que o ganho para a outra poderia ser bem maior, mais diversificada fosse a oferta. E como se materializaria a mesma? Ao adrian parece-lhe que um aproveitamento da temática em voga – vampiros, dráculas, outro morcegos e sangue q.b. -, seria algo a considerar, assim como a redução da extensão da narrativa, uma vez que uma prosa mais rica, a todos os níveis, exigiria uma maior destreza no exercício da leitura, e uma forma de minorar o esforço do leitor sem hábitos seria diminuir o número de páginas. Para além do mais, tal permitiria um contacto com autores de nomeada, fosse o exercício encetado por nomes de comprovada valia.

A Porto Editora, num acto de generosidade natalícia, satisfez os desejos do adrian. Contos de Vampiros aproveita as preferências actuais (a moda, vá, chamem-se os bois pelos nomes), ao romance de 600 páginas contrapõe com contos de poucas, e convida Pedro Sena-Lino para conduzir a tarefa. Sob sua coordenação, Ana Paula Tavares, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, João Tordo, Jorge Reis-Sá, José Eduardo Agualusa, Miguel Esteves Cardoso, Rui Zink e Susana Caldeira Cabaço (a única estreante) soltam a pena, narrando sobre indivíduos que têm o mau hábito de terem um fiozito de sangue no canto da boca e escorrendo para o queixo (um qualquer estado de transe impede-os de utilizarem um Kleenex). Poderão encontrar uma boa recensão no Porta-Livros, de Rui Azeredo (aqui).

A aquisição por parte de bibliotecas públicas e escolares é, no mínimo, óbvia, e sugere-se uma mostra bibliográfica (junto ao balcão de empréstimo, p.ex), com a obra em destaque central, devidamente apascentada por outros títulos dos autores. Tipo presépio.

TAVARES, Ana Paula [et al]. Contos de vampiros. Porto ; Porto Editora, 2009. 144 p. ISBN 978-972-0-04293-4.
P.S. – considerando a escassa regularidade de posts, o adrian - à cautela -, aproveita para desejar um Natal cheio de Família e um Ano Novo pleno de Amigos e agradecer os emails, recordando que este ano o 2º aniversário do blogue passou ao lado do autor. Celebrar-se-á o terceiro, em dobro. Um abraço.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

William Kamkwamba

O adrian deparou-se com esta extraordinária história que envolve, entre outras coisas, uma biblioteca, um espírito criativo e muita perseverança, e da mesma deixa notícia, e mais dois desejos: que a tradução da sua autobiografia para português seja célere, pois tem tudo para agradar a adolescentes; e que a obra, em inglês, seja aproveitada para organizar grupos de leitores, em bibliotecas públicas e escolares.
“William Kamkwamba, do Malawi, é um inventor nato. Com 14 anos, construiu um moinho de vento a partir de sucata, com base em esquemas rudimentares que descobriu num livro da biblioteca local intitulado Using Energy, alterando-os para que satisfizessem os objectivos a que se propunha. A sua máquina ainda hoje alimenta quarto lâmpadas e dois rádios, na casa dos pais.
Após ler sobre William no blogue Hactivate (que, por sua vez, tinha tomado conhecimento da história através de um jornal local do Malawi), o director de conferências da TEDGlobal, Emeka Okafor, passou várias semanas a tentar contactar o inventor, e convidou-o para as conferências TED Talks (na íntegra, aqui). William partilhou o seu sonho de construir um moinho de vento ainda maior, que pudesse providenciar água a toda a aldeia, e manifestou o desejo de regressar à escola.
Após a sua intervenção, uma enorme onda de solidariedade foi gerada, em seu torno e do seu trabalho. Membros da comunidade TED uniram-se para o ajudar a melhorar o sistema de abastecimento eléctrico (incorporando energia solar), e promoveram o seu regresso à escola, com o apoio de tutores. Subsequentemente, outros projectos foram desenvolvidos na aldeia: abastecimento de água potável através de energia solar, prevenção da malária, fornecimento de energia eléctrica para mais seis casas e um sistema de irrigação gota-a-gota. William voltou à escola e frequenta, actualmente, a African Leadership Academy, na África do Sul.
A sua história foi publicada em livro (The Boy Who Harnessed the Wind: Creating Currents of Electricity and Hope) e um pequeno documentário, intitulado Moving Windmills, venceu vários galardões, no ano passado. Mais detalhes podem ser encontrados em MovingWindmills.org.”
Espera-se a tradução do título. Ansiosamente.
Tradução de TED: Ideas Worth Spreading (aqui)
Foto
aqui

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Radio Drummond



Do site de Carlos Drummond de Andrade, referência à Rádio Drummond: 5 poemas do autor brasileiro, sobre um fundo musical.
Uma ideia para que os 15+ ouçam outras letras e, porque não, musiquem algumas da sua escolha. Parece ao adrian que iriam gostar particularmente desta última sugestão, que se poderia materializar em ambiente de Biblioteca Escolar ou Pública promovendo-se assim, p.ex., a leitura de poesia no seio de um grupo de leitores.
Especial referência aos temas/poemas/temas (o adrian fica indeciso com a designação),“José” e “No meio do caminho”. Bom som.

Via Ciberescritas, de Isabel Coutinho. Obrigado.
Foto aqui

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

A cidade depois...

Obra de Pedro Paixão, escrita após o 11 de Setembro e constituída por 13 textos e um poema de Walt Whitman, A cidade depois adequa-se a leitura pelos alunos do secundário e é recomendado pelo ME para o 10º ano. Uma vez que o título se encontra esgotado, o autor não foi de modas e passou a disponibilizá-la, via web, gratuitamente (aqui).
O adrian acha que a isto se pode chamar Serviço Público. Bravo!
Via José Mário Silva e o seu Bilbiotecário de Babel. Obrigado.

sábado, 19 de Setembro de 2009

Sábias Palavras

E, para quem já começou a afiar as unhas para bater ao adrian, quanto mais não seja por, no post anterior, se promover uma "autora de hipermercado", leiam primeiro a entrevista de Teresa Calçada (RBE) ao Expresso (revista Única), este sábado. Cita-se:
“Não tenho preconceito nenhum em relação ao que se lê. O importante é ler com competência, ler bem, independentemente dos suportes. Mais importante que perseguir receitas, é incentivar as práticas. Sou das que acreditam – porque o comprovo todos os dias -, que promovendo o acesso aos bens, fomentando a imaginação e o seu uso, fazendo dos livros um objecto do dia-a-dia, os leitores aparecem. Não interessa se vão todos ler os clássicos. Alguns vão, outros não.”
Sábias palavras.

Antes de ver, ler


Para a minha irmã (de Joudi Picoult, editado entre nós pela Civilização) foi considerado um dos 10 melhores livros para adultos que seriam também apelativos para adolescentes e jovens (ver Alex Award, de 2005). Surge agora o filme, baseado na obra literária.
Conselho do adrian: não os deixem ver!!! Primeiro, leiam o título, no âmbito de um grupo de leitores, nomeadamente nas bibliotecas escolares e públicas (e preparem-se para a discussão, que o enredo dá pano para mangas). Depois, a turma vai ao cinema.
Bom programa, não?

Foto aqui

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Só porque o adrian gosta…


… o adrian e mais uma data de gente (deste post, recordam-se?) aqui fica, como eventual quebra-gelo numa qualquer acção sobre leitura, o depoimento do Ricardo Araújo Pereira sobre a biblioteca da sua universidade. Hilariante!

Via RBE.

Green Day e o centeio

Mais uma afinidade entre música e literatura, desta feita entre os Green Day e a obra de J.D. Salinger, À espera no centeio (ver recensão aqui).

No álbum Kerplunk! (1992), a faixa Who Wrote Holden Caulfield? é dedicada ao protagonista da obra de Salinger, que se aconselha a todos os +15, e indispensável nas bibliotecas escolares do secundário (preferencialmente a última tradução, aqui).
Para ajudar à festa, a banda visita o nosso país a 28 de Setembro (Pavilhão Atlântico). Que tal surpreende-los na BE, no início do ano lectivo, com esta associação bem explícita e visível no balcão de atendimento? O adrian acha que é capaz de resultar…
P.S. – já agora, podem mencionar que a letra foi escrita pelo vocalista - Billie Joe Armstrong -, que adora o livro.
foto aqui

sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Censura

Apontamento breve: na cidade de West Bend – Wisconsin, EUA –, a crítica a uma parte da colecção da biblioteca local, destinada a adolescentes e jovens, levou os John Wayne da cidade a pedirem a queima de livros. Desenvolvimentos aqui e aqui.
A American Library Association já se manifestou, em defesa da liberdade de expressão e escolha.
Boa altura para relembrar as palavras de Heinrich Heine:
Aqueles que queimam livros, acabam cedo ou tarde por queimar homens.
Perigoso…
foto aqui

Bookaholic

Via blogtailors, um artigo do The Guardian que nos leva a uma série de razões para nos diagnosticarmos – ou não –, como bookaholics. É traduzir e fazer uns crachás a distribuir pelos fregueses mais fiéis (em inglês ou português, peçam-lhes a opinião). Aqui vai um:

You know you're a bookaholic when...

When you discover you just bought a book you already have.



Sabes que és um livrodependente (ou leiturodependente, ou leitor anónimo), quando…

te apercebes que acabas de comprar um livro que já tinhas.


Claro que esta dica não promove a leitura. Mas premeia quem lê. O adrian acha justo.
P.S. - bibliómano ou bibliomaníaco também foram considerados. Pareceram, no entanto, excessivos. Ficam como sugestão.

Persépolis 2.0

Sobre o livro e o filme já aqui se escreveu. No entanto, e enquanto não surge a restante tradução, uma hipótese poderá ser a aquisição da obra completa. Junta-se a turma de inglês e começa o grupo de leitores (no Encompasse Culture estão as dicas todas, também na língua inglesa). Quando acabarem a versão impressa, acedam a Persépolis 2.0 e terão mais pano para mangas.

Persépolis 2.0 tem a pinta de Marjane Satrapi, mas não é da autora iraniana. Sob sua autorização, Sina e Payman (iranianos) criaram uma sequela, com base nos últimos acontecimentos no Irão.

Ou seja, alia-se à prática da língua inglesa uma discussão séria, atenuada (ou ampliada) pela beleza do traço. Aproveitem!

Os autores pedem a divulgação da iniciativa. O adrian associa-se e lança o réptil ;-)
O seu a seu dono: via beco das imagens.

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Ouvir o Governo


Como dar a conhecer novos autores portugueses aos 15+? Uma forma poderá ser esta: pô-los a ouvir o Governo,a nova banda de António Rafael e Miguel Pedro (Mão Morta), Henriques Fernandes (Mécanosphère) e valter hugo mãe (voz e letras).
Um timbre lindíssimo do autor de O remorso de baltazar serapião e de O apocalipse dos trabalhadores, a fazer lembrar Antony and the Johnsons, uma letra soberba e um vídeo de pasmar podem despertar a curiosidade. Meio bicho e fogo, primeiro tema do grupo e lançado na colectânea "Novos Talentos Fnac 2009", pode ser visto aqui.
Já agora, as letras do albúm Geração Matilha, dos Mundo Cão, já tinham a mão do autor de letras minúsculas.
A divulgar nas bibliotecas públicas, escolares e universitárias.

Surfin'

Pedro Adão e Silva dá aulas no ISCTE, é doutorado em ciência política, colunista do Diário Económico e comentador na RTP-N e no Rádio Clube, escrevendo ainda, mensalmente, para a SurfPortugal. É, obviamente, surfista. Saiu-lhe da pena a obra O sal na terra, pela Bertrand. Da editora:

“Desengane-se quem pensa que O sal na terra é apenas um livro sobre surf. É muito mais do que isso. Embora todas as crónicas tenham o surf como ponto de partida, o livro de Pedro Adão e Silva é simultaneamente um livro sobre actualidade, sobre desporto, sobre política, sobre cinema, sobre livros, sobre tudo isto e ainda mais alguma coisa. Na verdade, e apesar do essencial dos textos aqui reunidos ser precisamente uma tentativa de escrever sobre esse «prazer supremo» que é o surf, O sal na terra é acima de tudo um livro sobre o efeito que o surf produz.”

Uma excelente oportunidade para juntar desporto e leitura, criando afinidades com os leitores mais radicais. E esperar que, se um braço carrega a prancha, o outro transporte o livro.

Só mais uma coisa: o grande Tolentino Mendonça afirma, na badana: “Para que conste: O sal na terra não é apenas um manual para surfistas. É um dos mais belos livros da poesia portuguesa.”

No mínimo, aguça o apetite. A adquirir.

SILVA, Pedro Adão. O sal na terra. Lisboa ; Bertrand, 2009. 176 p.

foto aqui

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Osama

Em jeito de homenagem ao grande cinéfilo que foi João Bénard da Costa (1935-2009), e porque nem só de promoção da leitura vivem as bibliotecas e os seus utilizadores, o adrian sugere um título para aumentar a colecção de DVD’s das BM's e BE's: Osama. Da sinopse:

“A história gira em torno de duas mulheres afegãs – mãe e filha –, que perdem o emprego com a chegada dos fundamentalistas islâmicos ao poder. Com a morte do marido e sem ninguém que sustente a pequena família, a mãe toma uma das decisões mais difíceis da sua existência: disfarça a filha de rapaz, e dá-lhe o nome de Osama. A partir daí a rapariga embarcará numa vertiginosa viagem pela sobrevivência, tendo que ganhar o sustento para si e para a sua mãe, e garantir que a sua verdadeira identidade não será descoberta.”

Considerado um dos 2009 Fabulous Films for Young Adults (sim, é verdade, para além de recomendações de leitura, a YALSA também promove listas de filmes e audiolivros para adolescentes e jovens adultos, o que faz todo o sentido) e vencedor de um Globo de Ouro para melhor filme estrangeiro (para além de mais uma série de distinções, nomeadamente em Cannes), Osama poderá ser uma excelente forma de alavancar a discussão sobre os direitos humanos.

à venda aqui
imagem aqui

quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Blasted Filósofo


Querem mostrar a esses meninos que frequentam as bibliotecas escolares (principalmente do secundário), públicas e - porque não? - universitárias o que são as palavras de um dos maiores pensadores portugueses? Então transcrevam este trecho de Agostinho da Silva:

"O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta. Inventor de qualquer coisa que não havia no Mundo ainda, antes deles nascerem. E inteiramente individual. Cada um poeta que é! (…) Temos como ideal, que aquele que nasceu poeta disto, daquilo ou de aqueloutro, não se mostre como poeta no que nasceu criado. Seja ele próprio o poema que vem da sua criatividade."

Imprimam-no e exponham-no, juntamente com algumas obras do autor e, no meio das mesmas, o novo CD dos Blasted Mechanism, Mind at Large: na faixa Start to Move o filósofo fala-lhes, fala-nos. Lindo!

Podem ainda aproveitar o vídeo a explicar esta ligação tão especial e a música mencionada está, para quem a quiser ouvir, disponível no Myspace dos Blasted.

terça-feira, 12 de Maio de 2009

Lembrete


Para gáudio de milhares de adolescentes e jovens (e não só), reservem 19,90 € do orçamento para aquisições: Amanhecer, de Stephenie Meyer (quarto livro da saga Luz e Escuridão), sai a 9 de Junho, editado pela Gailivro (já em pré-venda, na FNAC). Caso o não façam, o risco será levarem uma dentada no pescoço de um utilizador mais aficionado. Mais 744 páginas (impressionante, não é?) de histórias à moda de Bela Lugosi.
Já agora, porque não pô-los a ler a jornal? Aqui segue o link de uma entrevista da autora a Isabel Coutinho, publicada na Ípsilon. É só imprimir e colocar entre as páginas de Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse. Em Junho, destaca-se no balcão de empréstimo, junto da nova aquisição. E, porque não, acompanhado do clássico, de Bram Stoker? Justo, não é?

domingo, 10 de Maio de 2009

Silêncio...


que se vai falar a palavra...

E de que maneira: 101 Noites, MusicBox, Goethe-Institut Portugal (na vanguarda da discussão sobre o audiolivro) e Instituto Franco-Português uniram esforços e eis que surge, integrado nas Festas de Lisboa, o Festival Silêncio!

"De 18 a 27 de Junho, Lisboa será palco de um evento em torno da palavra dita: o Festival Silêncio! Trata-se de um evento internacional dedicado às novas tendências artísticas e novas expressões urbanas que cruzam a música com a palavra: dos concertos à poetry slam, dos debates às conferências, dos audiolivros às leituras encenadas e aos espectáculos transversais e de spoken word.

Rodrigo Leão, José Luís Peixoto, Olivier Rolin, Adolfo Luxúria Canibal, Rogério Samora, JP Simões, Francisco José Viegas, Sam the Kid, Jorge Silva Melo, DJ Ride, Filipe Vargas, John Banzai, Mark-Uwe Kling, Maria João Seixas, Alex Beaupain e Wordsong, entre muitos outros, para que Lisboa dê lugar à palavra, aceitando o silêncio quando ele se impõe.

Promover encontros entre poesia, música e vídeo, reunindo alguns dos mais conceituados artistas portugueses, franceses e alemães. Debater o futuro de novos suportes como o audiolivro convocando escritores, jornalistas e editores. Dar a conhecer as mais recentes tendências artísticas nesta área é o objectivo do Festival Silêncio!"

O adrian fica contente, quanto mais não seja ver por cá eventos como os que aqui já haviam sido reportados em 2007 (ver aqui).

O programa está aqui e o aviso à navegação fica feito: bibliotecário que está atento a novas formas de despertar para a leitura/literatura em públicos jovens não pode passar ao lado deste... silêncio?!

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Passou-me ao lado...



Anda o adrian a pregar aos peixinhos a promoção da leitura/literatura via música e passa-lhe umas destas ao lado: o Centro de Estudos de Teatro - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa -, levou a cabo as Poéticas do Rock em Portugal 2009-perspectivas críticas de uma literatura menor. Cita-se:

Tratar o texto de uma canção como literatura, assimilar a produção do pop e do rock à poesia, não é uma mera provocação sem conteúdo. Nas comunidades urbanas só uma minoria consome livros e é ínfima a percentagem de gente que, dentro dessa minoria, lê poesia; no entanto, a maior parte da população consome poesia todo o tempo através das canções que ouve na rádio ou na televisão, em CD’s e concertos.
Pede-se, solicita-se, roga-se e implora-se feedback das comunicações de luxo e mesas-redondas com - entre outros -, JP Simões, Adolfo Luxúria Canibal e Manuel João Vieira. O adrian vai só ali ao lado auto-flagelar-se com umas vergastadas de pau de marmeleiro nas costas, e volta já.

segunda-feira, 30 de Março de 2009

Português em Dia

Um blogue sob a égide da Leya/ASA (ou será ASA/Leya?, esta coisa das fusões, aquisições e outras miscigenações sempre confundiu o adrian, nomeadamente quando a afinidade é para com a empresa absorvida, integrada, fundida, enfim, engolida), dedicado, cita-se: à disciplina de português, onde são veiculadas informações e/ou notícias de interesse para a área, disponibilizados recursos para as aulas de português e facultadas respostas a dúvidas do foro linguístico que possam surgir.

Para já, dois apontamentos curiosos: o hífen desaparece de uma data de vocábulos, nomeadamente de à vontade, o que deixa o adrian um pouco desconfortável, dir-se-ia até que pouco à-vontade; e a Associação de Professores de Português empreendeu o Ler Consigo que parece ser uma excelente ideia.
Já está na lista de favoritos e aconselha-se visita.

Dar e Receber

Convidado a participar na 2ª caminhada de bloguistas bad&lis infelizmente, e por mais um ano, não pude estar presente. O Pedro, no entanto, pediu-me um post para partilhar com os restantes andarilhos, a propósito do tema Blogs: antes de mais uma atitude pessoal. Saiu o que se segue.

Dar e receber. Devia ser a nossa forma de viver
António Variações, Dar & Receber, 1984
Escrever. Gosto de escrever. Será talvez por isso que, numa primeira fase, me decidi a abrir as portas do adrianepandora.
Sempre escrevi muito, ao longo da vida. Mas todos esses retalhos de desabafo, estupidez, criatividade, fúria, amor, tristeza, alegria e o que mais se possa enumerar tinham sempre o mesmo destino, fosse ele um qualquer cesto de papéis, contentor do lixo ou mesmo, em dias mais tempestuosos, os quatro ventos, depois de a vítima do instrumento de escrita ter sido bem esquartejada, amassada e agredida.
Com o adrian as coisas alteram-se. A forma passa a ser a digital e, ainda por cima, exposta, pública, e com leitmotiv bem definido: jovens e bibliotecas. E os conteúdos partilhados, de forma abnegada, tal como é a praxis que nos trouxe a esta caminhada e também a tarefa da biblioteca pública, em que desempenhamos o nosso mister.
Mas depressa um blogue passa do que quer que seja para algo mais complexo, algo que sujeita à obrigação de, algo que se estima, algo que se quer manter. Será talvez, o adrian, a plantinha no parapeito da janela que me comprometi a não deixar morrer à sede. É já uma extensão do meu ser, porque reflecte um pouco de mim. A angústia invade-me se não o actualizo (como agora). Sinto-me mal, culpado. Quanto mais não seja porque os outros, os que foram lendo, apreciando, comentando, esperam mais. E, pelo menos no início, também eu esperava que eles quisessem mais. Agora que exigem, que indagam, o exercício - que de tão ampla liberdade parecia -, passa a ser de uma enorme responsabilidade. O que, bem pensado, está intimamente ligado: liberdade/responsabilidade. É justo.
Do dar e receber que adviria de uma experiência como esta sei - todos sabemos -, o número de comentários que cada post gera. Mas também sei o número de visitas. Continuamos a viver num Portugal escrito com minúscula, porque nos fazemos pequenos (e porque nos fizeram pequenos, durante tantos e tantos anos). No Portugal tão bem descrito por Saramago n’O Memorial do Convento e que, trezentos anos depois, se mantém tão actual. Somos, por muitos, vistos não como os que dão, se dão, que instigam à troca de sinergias, que espicaçam consciências, à laia de insecto patrocinado por Sócrates – o filósofo, não confundir! Para esses, seremos sempre os que se põem em bicos dos pés, os vaidosos, os que querem dar nas vistas. Porque pensar é ainda pecado, e verbalizá-lo – ou escrevê-lo -, ainda mais. Mas vêm ver, ler, espreitar, bebem à socapa. Beber podem - e devem -, pois o espaço é público. Intervir é que já não é considerado algo a fazer. O exercício da cidadania, pelas ruas da amargura, é o que é. E isso entristece-me.
E eu? Eu continuo a pensar - e penso que continuamos -, que a utopia de educar, cultivar, informar e difundir, de modo gratuito, é aquilo que nos faz mexer. Dá gozo, não cobrar. Dizer aqui está!, tornando-nos facilitadores de uma sociedade mais justa, mais solidária, mais culta e esclarecida. E como da profissão acaba por advir a devoção, cá estamos. Com mais tempo, menos tempo, mais posts, menos posts, mas cada um a fazer de bloguista, que mais não é que ser bibliotecário, de forma descomprometida e de modo digital.
António Variações – homem muito à frente do seu tempo -, cantava, em 1984: Dar e receber, devia ser a nossa forma de viver. Materializava, em letra de canção, o espírito dois ponto zero numa época zero vírgula um. Nós damos, temos a certeza disso. E também recebemos, caso contrário esta caminhada não teria sentido (nem concretização). E, se profissionalmente, a experiência é compensadora, a título pessoal é ainda mais marcante!
Dar e receber, esta é a nossa forma de viver.
Um abraço!
adrian

sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Resumidamente...



Via blogtailors, uma boa notícia: com a edição económica a 12,90 e o preço on-line a 11,61 (compare-se com o grande formato, a 27.75 e 24.95, respectivamente), a Tinta-da China só pode estar de parabéns por tornar mais acessível Uma pequena história do mundo. Coligiu-a Ernst H. Gombrich em 1935 tendo, à data, apenas vinte e seis anos. Aceitando o desafio lançado por um editor para escrever uma história do mundo para leitores jovens, esta obra alcançou uma dimensão paralela à que descreve. Cita-se, da editora:
“(…) Hoje traduzida (a obra) em vinte línguas, tornou-se um clássico universal, uma referência tanto para os mais novos como para os mais velhos. A tradução portuguesa conta com ilustrações de Vera Tavares. Neste texto encontramos não uma série de datas e factos, mas uma visão geral da experiência humana ao longo dos séculos, um guia para as realizações da humanidade e um testemunho incisivo das suas fragilidades. Este relato intemporal, que resulta de uma sensibilidade generosa e humana, torna acessível a história da humanidade em toda a sua dimensão.”

Nuno Galopim – do Público –, escreve:

“Uma escrita rigorosa e que revela a frescura, até inocência, de quem nem tem 30 anos. Pois Gombrich foi desafiado aos 26 anos para escrever a história do mundo para jovens leitores. Como se vê, saiu-se maravilhosamente.”

Não deixar, também, de ler a recensão de Urbano Tavares Rodrigues ao título, aqui.

Por último o adrian aconselha, após aquisição por bibliotecas públicas e escolares, que seja exibido com a seguinte citação do autor:

“Quero que os meus leitores se descontraiam e possam seguir a história sem precisar de tirar notas nem de memorizar nomes e datas. Na verdade, prometo que não lhes farei nenhum exame sobre o que lerem.”

Querem melhor incentivo?

imagem aqui

quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Ler grafite

O adrian sugere, para aquisição por bibliotecas municipais e escolares, este A invenção de Hugo Cabret. Aliando ilustração e narrativa, ficção e realidade, o leitor fica preso à obra desde o primeiro momento, quanto mais não seja pela forma inovadora de de o autor revelar o seu conteúdo. Ler e apreciar um belíssimo traço a grafite é uma excelente forma de promoção, não só de leitura, mas também da arte de bem desenhar. Cita-se a recensão de João Miguel Tavares, da Time Out:
"Finalista do National Book Awards, recentíssimo vencedor da Caldecott Medal (o mais prestigiado prémio atribuído nos Estados Unidos à literatura infanto- -juvenil) e número um da lista de bestsellers do New York Times, A Invenção de Hugo Cabret vem precedido de uma vastíssima lista de elogios. E não há dúvida: são inteiramente justos.
Assinado por Brian Selznick, um ilustrador de livros infantis até há bem pouco tempo relativamente desconhecido, este tijolo de 544 páginas é das coisas mais inventivas surgidas nos últimos tempo no campo da literatura para os mais novos. Desde logo, pelo seu carácter híbrido, cruzando ilustração (a lápis), narrativa de aventuras e homenagem aos primórdios do cinema. Sendo que tudo isto não se soma, antes se mistura: a narrativa ora avança pela palavra, ora avança através do desenho (uma nunca é um mero sublinhar da outra), ora recorre a técnicas típicas do cinema (sobretudo nos constantes close-ups), fugindo a quaisquer redundâncias. A história, ainda para mais, é óptima, girando em redor de um miúdo órfão de 12 anos, que tenta por todos os meios dar vida a um misterioso autómato de corda, herdado do pai, na Paris dos anos 20/30. O livro cruza a pura ficção com eventos e personagens reais, o que dá uma consistência e uma graça acrescidas à narrativa. Leitura perfeita para adolescentes (e até adultos)."
Acresce à extensa lista de galardões a recomendação da Yalsa, via o habitual Top Ten, desta feita de 2008.
Só mais uma pequena observação. O adrian não deixou de reparar na expressão tijolo, na recensão: de facto, já se deram conta do volume das actuais leituras dos jovens de hoje? Se quantidade fosse qualidade, estávamos entre os mais literatos dos literatos. Mas, incentive-se o hábito e um primeiro passo estará dado.
SELZNICK, Brian. A invenção de Hugo Cabret. Vila Nova de Gaia : Gailivro, 2008. 544 p. ISBN. 978-989-557-562.
imagem aqui

quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Linha da Frente

João Aguardela faleceu esta semana. Notícia triste, principalmente para os que, passados três lustros, se recordam de dançar ao som d’Esta Vida de Marinheiro. O legado, porém, é bem maior e, entre o mesmo, encontramos inúmeras ligações música/literatura. Aqui vão duas:
- No projecto Linha da Frente (2002), Aguardela lança-se o desafio de construir temas baseados em poetas e poemas portugueses. Congrega esforços com Luís Varatojo (Despe & Siga), Viviane (Entre Aspas), Dora Fidalgo (Delfins), Janelo (Kussondulola), Prince Wadada e Rui Duarte (Ramp). Surgem 12 faixas, onde se celebram as palavras de Fernando Pessoa, Natália Correia, António Aleixo, Manuel Alegre, António Ramos Rosa, Ary dos Santos e Alexandre O´Neil. (ver aqui e escutar faixas aqui);
- Já com os Naifa musicou, entre outros, Adília Lopes, José Mário Silva e José Luís Peixoto (aqui).

Para além disso, foi ainda mentor do Projecto Megafone, misturando drum&bass com cantares tradicionais recolhidos por José Alberto Sardinha e Michel Giacometti (aqui).
Em suma, inovou na música, promoveu as letras, fundiu tradição com modernidade, juntou vontades. Ao adrian parece-lhe bem a divulgação da sua memória nas bibliotecas públicas e escolares portuguesas.
foto Blitz aqui

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Sonhos



Se sonhar é bom, a materialização dos sonhos será ainda melhor. O adrian deixa aqui fotografias de dois sonhos, que se tornaram realidade na Polónia.

Imaginem bibliotecas para jovens feitas de raiz, obedecendo a critérios muito específicos:

  • A colecção dividida 50/50 entre material livro e não-livro;
  • O design de todo o espaço e mobiliário (e toda a comunicação impressa) a serem pensados para apelarem a faixas etárias mais novas, criando-se assim uma imagem corporativa com a qual se identificam;
  • A obrigatoriedade de existir uma cafetaria que funciona como um Language Café (onde voluntários se reúnem casualmente com os utilizadores para conversas informais em diferentes línguas: espanhol, francês, inglês, italiano);
  • Uma localização geográfica obrigatoriamente central, considerando o tecido urbano;
  • Instalações em que o livro é considerado mas os futuros suportes informacionais também o são;
  • Um espaço informal de aprendizagem, onde o primado está nas pessoas e não nos documentos.

Tinha já aqui sido referida a Cubit, que irá nascer em Saragoça, apoiada pela Fundación Bertelsmann. As que se mostram nasceram das mãos do mesmo arquitecto – Christian Schmitz, presente, em 2008, no Encontro Oeiras A Ler –, sob a égide da Bertelsmann Stiftung. Aqui ficam: a Mediateka de Breslau (a laranja, poder-se-á assim dizer) e a Planeta 11 em Allenstein, ambas na Polónia.

Fantásticas, não são?

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Craques Leitores


O adrian cita, do Jornal Record:

“Quando se encontraram em Manchester – para o antigo director do Record entregar o Prémio Artur Agostinho 2008 a Cristiano Ronaldo –, o comunicador ofereceu ao melhor jogador do Mundo o seu último livro, Ninguém morre duas vezes, que o craque prometeu ler... E cumpriu! Quando interveio em directo no “Prós e Contras”, da RTP1, nesta segunda-feira, depois da gala da FIFA, Cristiano Ronaldo fez questão de dizer a Artur Agostinho (que se encontrava na plateia) que já ia a meio do seu livro. Um craque em evolução!”

O Jornal da Madeira acrescenta que a próxima leitura do homem com lustres nas orelhas já está na calha: Os abutres, também de Artur Agostinho. Aqui ficam as referências:

AGOSTINHO. Artur. Os abutres. Lisboa : Oficina do Livro, 2004. 266 p. ISBN 989-555-082-0.

AGOSTINHO. Artur. Ninguém morre duas vezes. Leiria: Folheto Edições, 2007. 256 p. ISBN 978-972-882-190-6.


Agora, é só divulgar e esperar que esta achega incremente os hábitos de leitura (leia-se, agilidade de, ou seja, ler um parágrafo de 4 linhas em menos de 5 minutos). Caso não existam estes exemplares (sobre os quais o adrian não pode opinar, pois nunca os leu) na biblioteca, coloque-se junto desta notícia uma biografia de desportista (Vontade de Vencer é boa escolha). Depois – e gradualmente –, aumenta-se a fasquia ;-)
imagem aqui

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Crise e Bibliotecas


Nestes tempos de crise, aqui está uma mensagem pertinente: um pequeno cartaz - da Biblioteca Pública de Whitefish (Montana, EUA) - que, sendo sobre bibliotecas em geral, interessa a todos os adolescentes: os que o são, os que já foram e os que hão-de ser. O adrian traduz:

“As bibliotecas ajudam-te a passar as épocas sem dinheiro melhor que o dinheiro te ajuda a passar as épocas sem bibliotecas.”


imagem aqui e post via deakialli documental

sábado, 10 de Janeiro de 2009

Roda Pé

A Biblioteca Municipal Almeida Garrett – Porto –, inicia hoje uma actividade que alia um serviço de extensão bibliotecária a um grupo de leitores (o primeiro no sentido em que a equipa da biblioteca sai fora de portas e se apropria de espaços como o Museu Soares dos Reis, a Galeria Por Amor à Arte, o Centro Nacional de Fotografia, a Livraria Lello e a Associação Chã das Eiras, indo ao encontro de potenciais utilizadores; e o segundo porque é disso mesmo que se trata, de um encontro informal (quinzenal) entre leitores (neste caso jovens, com idade superior a 15 anos), para discutirem uma obra pré-determinada.
Explorar novos espaços de promoção da leitura parece, ao adrian, uma excelente forma de criar também empatias com novos públicos (e, no caso, públicos novos). As informações deste projecto – de seu nome Clube de Leitura Roda Pé – O Porto com livros debaixo do braço – são as seguintes:
Programa

10 de Janeiro
A neta do Senhor Linh / Philippe Claudel
Biblioteca Municipal Almeida Garrett

24 de Janeiro
A avó dezanove e o segredo do soviético / Ondjaki
Associação Chão das Eiras

07 de Fevereiro
O apocalipse dos trabalhadores / valter hugo mãe
Livraria Lello

21 de Fevereiro
Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra / Mia Couto
Centro Português de Fotografia

07 de Março
Dom Casmurro / Machado de Assis
Museu Soares dos Reis

21 de Março
Horto de incêndio / Al Berto
Galeria Por Amor à Arte
Para inscrições e outras informações fazer uso do e-mail (bib.agarrett@cm-porto.pt) ou do telefone (226081000 – Iria Teixeira ou Maria João Sampaio).
Aproveita-se para fazer uma pequena alusão, fruto deste Roda Pé: para quando o regresso da outra Rodapé, a extraordinária revista da Biblioteca Municipal de Beja?

Quanto ao projecto da Almeida Garrett, só se pode aplaudir e recomendar às bibliotecas escolares e universitárias da Invicta que difundam esta iniciativa, não só de promoção da leitura mas também dos espaços culturais da cidade. Bem esgalhado!
foto aqui

domingo, 4 de Janeiro de 2009

Fado

Os últimos posts têm sido dedicados à ligação – tão próxima e tão linda -, da música e da literatura. Tentar tocar os jovens demonstrando-lhes a afinidade entre músicos, intérpretes e escritores parece ao adrian, cada vez mais, uma extraordinária forma de promover o texto literário e consequente gosto pelo mesmo. Após ter referido exemplos de hip-hop, hard e punk rock, não falar de Fado seria quase crime de lesa-majestade. Assim, e aproveitando a presença, em 2008, de Camané no Festival Sudoeste, aqui fica uma dica: saberiam os jovens que o ouviram que escutaram, não só uma voz maior da Canção Nacional mas que, também, o seu timbre lhes trouxe, entre outros, os versos de David Mourão-Ferreira (Lembra-te sempre de mim) e de Pedro Homem de Mello (Sei de um rio)? E saberemos nós - os que lhes tentam incutir o gosto pela leitura e, neste caso particular, pela poesia -, qual a reacção desse público ao espectáculo? Leia-se, do Blitz:
“ Momentos depois de David Fonseca terminar o concerto, no palco Planeta Sudoeste já estava bastante gente a aguardar a chegada do fadista Camané . Se dúvidas existissem sobre a aceitação do fado num festival de Verão, rapidamente se dissiparam. Apesar de todo o rebuliço no exterior da tenda que acolhe o palco secundário, o silêncio solene para receber a música tradicional portuguesa fez-se sentir. "Sei de Um Rio", canção que apresenta Sempre de Mim - o mais recente e muito aplaudido álbum do cantor - dá início ao concerto. A timidez de Camané vai-se dissipando aos poucos e, entre gritos de "Ah fadista" e "És grande" - muito público verdadeiramente jovem a assistir - o cantor vai passando em revista fados mais gingões e outros carregados de sentimento fatalista. "Lembra-te Sempre de Mim", "Mais Um Fado no Fado" e "Fado Sagitário" foram recebidos com palmas (para marcar o ritmo ou simplesmente para agradecer a entrega do cantor). Depois de apresentar os músicos que o acompanham, chama ao palco um convidado muito especial: o contrabaixista Carlos Bica ajuda-o em "Este Silêncio". Fado no Sudoeste? Aposta ganha!”
Os versos de algumas das canções do alinhamento desse espectáculo aqui ficam. Com tempo, revelar-se-ão outras ligações entre estas novas vozes do Fado e escritores nacionais (Mariza, Ana Moura, Mafalda Arnauth, Pessoa, Cesarinny, Ary dos Santos). A posologia, já sabem, é a habitual ;-)
Sei de Um Rio

Pedro Homem de Mello
(Alain Oulman)

Sei de um rio…
Sei de um rio
Em que as únicas estrelas
Nele, sempre debruçadas
São as luzes da cidade

Sei de um rio…
Sei de um rio
Rio onde a própria mentira
Tem o sabor da verdade
Sei de um rio

Meu amor, dá-me os teus lábios!
Dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede!
Mas o sonho continua…

E a minha boca (até quando?)
Ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
“– Sei de um rio…
Sei de um rio…”

Sei de um rio…
Ai!
Até quando?
Lembra-te Sempre de Mim

David Mourão-Ferreira
(José Mário Branco)

Se alguém pedir a teu lado.
Que na música de um fado
A noite não tenha fim
– lembra-te logo de mim!

Se o passado
De repente
Mais presente
Que o presente
Te falar também assim
– lembra-te logo de mim!

Se a chuva no teu telhado
Repetir o mesmo fado
E a noite não tiver fim
– lembra-te sempre de mim!
Lembra-te sempre de mim!

O dia não tem sentido
Quando estás longe de mim...
Se o dia não tem sentido
Que a noite não tenha fim!
foto aqui

terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Lisboa em Dezembro

Festas felizes e um abraço do adrian e respectivo bonecreiro, para todos. Fica uma foto desta cidade de Lisboa que, à noite, de dia, no Inverno ou no Verão, é sempre belíssima.
Foto aqui

KIVA e UPA



Duas sugestões de Natal, para serem colocadas junto aos postos de acesso à net de bibliotecas públicas e escolares. O adrian não fala, desta feita, de promoção da leitura mas de sensibilização para os problemas que nos rodeiam e em que todos podemos dar uma mão amiga (ou não fossem as bibliotecas instrumentos extraordinários para o incremento de uma cidadania plena).

Assim, o KIVA é um projecto de micro-crédito que possibilita, online, apoiarmos empreendedores de países mais carenciados e que, com uma ajuda mínima de 25 dólares, podem dar um novo rumo à sua vida. O empréstimo não tem garantia de pagamento mas a taxa de cumprimento destes beneficiários é superior à dos países ocidentais. Excelente para congregar a turma ou o grupo de leitores da biblioteca num esforço humanitário ou, até, para dar uma prenda de última hora (existe a possibilidade de se adquirirem créditos para que outra pessoa os ofereça a quem deles precisa). O adrian deu uma ajuda à Ignacia Teresa Berrios, padeira da Nicarágua, que precisava de dinamizar o seu negócio, adquirindo farinha e ovos. O processo foi fácil, rápido e Ignacia já tem todo o capital. E soube sabe tão bem, ajudar.
Já em Portugal, o projecto UPA – Unidos Para Ajudar –, congregou esforços em torno da luta contra a discriminação das doenças mentais. Este movimento deu origem à criação de vários temas musicais, com duetos inesperados como Camané e Dead Combo, José Mário Branco e Mão Morta, Mariza com Boss AC, Rodrigo Leão e J. P. Simões, Xutos e Oioai, entre outros. Com um donativo mínimo de um euro faz-se o download de uma música e sempre se apoia uma causa muito, muito nobre!

Um outro amor

Terminando este encadeamento de posts, porque não adquirir o título Um Outro Amor: Diário de Uma Vida Singular? Obra que reúne dezenas de crónicas que Pacman (vocalista dos Daweasel) escreveu para o Correio da Manhã, poderá apelar a jovens mais relutantes em juntarem letrinhas. Quanto mais não seja, talvez a capa ajude, ou não tivesse escarrapachada a foto do autor. Neste livro Carlos “Pacman” Nobre fala de futebol, música, amigos, política, sexo e outros assuntos, sempre num tom bem-humorado e que, com certeza, apelará aos 15+. Dica do adrian: adquirir, obrigatoriamente.

NOBRE, Carlos “Pacman”. Um outro amor: diário de uma vida singular. Lisboa : Oficina do Livro, 2008. 162 p. ISBN 978-98-9555-404-1.

Negócio Estrangeiros

No entanto, e já que se fala de José Luís Peixoto (ver post Moonspell), porque não informar os jovens utilizadores da relação entre este escritor e os Da Weasel, de forma a apelar aos fãs de Hip-Hop?
O álbum Amor, Escárnio e Maldizer tem uma faixa intitulada Negócios Estrangeiros, escrita por Peixoto. Letra de contestação social, em que se pergunta ao Sr. Presidente se já foi ao Intendente:
“Já foi ao Intendente, Sr Presidente?
Compreendo que tenha pouco tempo,
Cada movimento precisa de um documento,
Isso é algo que eu consigo compreender
Mas, precisa de ver, Sr. Presidente, os seus próprios
olhos, têm um olhar diferente de toda a gente.
Deixe em casa os óculos de ver ao longe, a realidade
não foge,
A realidade está sentada e espera toda a noite por
nada,
ou encosta-se a uma parede,
Talvez com fome, talvez com sede.
Fumo um cigarro no infinito,
Descubro na escuridão 1 grito, dentro de si próprio.
A realidade chegou à 6 meses da Nigéria, do Senegal ou
da Costa do Marfim.
A realidade não tem fim (…)”
Ao fim e ao cabo, todas as tribos merecem uma atenção particular, ou não fosse o papel da biblioteca pública servir a todos, sem distinções (e, já agora, aproveitando as preferências musicais :-)
foto aqui

Moonspell

Uma pequena correcção ao post anterior. Se o desejo é cativar a atenção dos teens e jovens góticos, porque não difundir a afinidade entre os Moonspell e a literatura? O adrian dá umas dicas:

- Esta banda portuguesa de Black/Gothic Metal tem um tema – Opium, do CD Irreligious –, baseado no Opiário, de Álvaro de Campos (a última quadra é um trecho desse poema):
"Por isso eu tomo ópio. É um remédio.
Sou um convalescente do Momento.
Moro no rés-do-chão do Pensamento
E ver passar a vida faz-me tédio"
- Than The Serpents In My Hands, do álbum Darkness and Hope, tem início com uma quadra de Mário Cesariny (e toda a restante letra é inspirada na sua obra):
"Dorme, dorme meu menino
dorme no mar dos sargaços
que mais vale o mar a pino
que as serpentes nos meus braços"
- O escritor José Luís Peixoto escreveu o livro de contos Antídoto após acompanhar, durante cerca de um ano, os Moonspell, tanto na estrada como em estúdio. Os dez contos de Peixoto deram origem a dez faixas, no álbum homónimo The Antidote.

- O próprio vocalista dos Moonspell, Fernando Ribeiro, vai já no terceiro livro editado: Diálogo de vultos sucedeu a Como escavar um abismo e As feridas essenciais.

Aliás, caso possam, um destes dias assistam a uma sessão de autógrafos de José Luís Peixoto ou de Fernando Ribeiro. Não destoando do estilo gótico, vão ver tudo muito negro…
foto aqui

sábado, 13 de Dezembro de 2008

My Chemical Romance

Os My Chemical Romance são uma banda rock norte-americana com um sucesso considerável. Pergunte-se a qualquer adolescente e/ou jovem quem canta Welcome to the Black Parade e o esclarecimento não tardará. Curiosa é – e por isso aqui fica a referência –, a relação destes intérpretes com os livros: para além da inspiração para o nome da formação radicar na obra de Irvine Welsh Ecstasy: Three Tales of Chemical Romance (em português, Ecstasy: três histórias à maneira de romance sentimental químico, editado pela Quetzal), o vocalista – Gerard Way –, tem uma relação muito estreita com o mundo da BD, senão, vejamos: para além de, durante o liceu, ter trabalhado numa loja especializada no género (sendo pago, pasmem-se, em revistas, tal era o amor à nona arte), frequentou a School of Visual Arts, em Nova Iorque, estagiou na DC Comics, é fã de Neil Gaiman (já aqui se falou de Stardust) e, em parceria com Gabriel Bá, editou The Umbrella Academy, pela Dark Horse Comics. São suas estas palavras:
"A lot of books had a very big impact on me, and they kind of shaped my lyrics, the band's aesthetic, everything," he continued. "There's a song called 'The Ghost of You' on [2004's Three Cheers for Sweet Revenge], which is named after a perfume ad in the 'Watchmen' [graphic-novel series]. Comics have been such a big part of me and the band for such a long time, and I just want people to check out comics."
Dica do adrian: divulguem-se estas afinidades nas bibliotecas públicas e escolares, aproveitando para promover a colecção de BD e, já agora, a restante ficção. O visual dos MCR combinará bem com as vampirices da Stephenie Meyer e com as belíssimas ilustrações de Favole, de Victoria Francés, editadas pela Vitamina BD no nosso país. E os góticos, punks, metaleiros e dreads lá do liceu, com certeza, ficarão rendidos.
cartaz dos mcr aqui

terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Os livros da Meg

Escreveu-se já, neste blogue, sobre Meg Rosoff (ver post). Pois num artigo do The Guardian, a autora indica algumas obras cuja leitura recomendaria a adolescentes. O adrian pesquisou, para aferir quais estão traduzidas para português, e aqui deixa algumas:

MCCARTHY, Cormac. Belos cavalos. Lisboa : Teorema, 1994. 294 p. ISBN 972-695-214-X.
SPIEGELMAN, Art. Maus I : a história de um sobrevivente. Lisboa : Difel, 1988. 159 p. ISBN 972-29-0197-4.
SPIEGELMAN, Art. Maus II : e assim começaram os meus problemas. Lisboa : Difel, 1988. 139 p. ISBN 972-29-0300-4.
HEMINGWAY, Ernest. Por quem os sinos dobram. Lisboa : Livros do Brasil, 2007. 516 p. ISBN 978-972-38-2834-4.
SÜSKIND, Patrick. O perfume : história de um assassino. Lisboa : Presença, 1992. 242 p. ISBN 972-23-1448-3.
HELLER, Joseph. Artigo 22. Lisboa : Dom Quixote, 1986. 426 p.
SOBEL, Dava. Longitude : a verdadeira história de um génio solitário que resolveu o maior problema científico do seu tempo. Lisboa : Temas e Debates, 2000. 154 p. ISBN 972-759-271-6.
Uma achega para ir criando uma colecção específica para adolescentes e jovens adultos. E sempre ficam com um livro que esgota a capacidade de qualquer campo 200 Unimarc ;-)
A lista completa pode ser consultada aqui.
Imagem de Maus / Art Spiegelman

Duas Centenas


A título de curiosidade e a ver se o adrian sacode esta preguiça blogueira que o tem afectado nos últimos tempos, aqui fica um pequeno post.
O VOYA (Voice of Youth Advocates) é um jornal dedicado a bibliotecários, educadores e outros profissionais que trabalhem com adolescentes e jovens adultos. Vale bem a pena a consulta - regular - deste espaço, em busca de projectos, estudos e artigos de opinião, nomeadamente os relacionados com bibliotecas.
Foi precisamente numa dessas consultas que o adrian se deparou com um artigo extraordinário, que pode ser consultado aqui: os autores Anthony Bernier, Mary K. Chelton, Christine A. Jenkins e Jennifer Burek Pierce deram-se ao trabalho de construir uma cronologia dos serviços para os públicos já mencionados, em bibliotecas, nos Estados Unidos. A conclusão é estonteante: só tiveram de recuar... 200 anos.
P.S. - Após consulta do artigo verificarão que, infelizmente, o texto mencionado não corresponde à verdade. São, efectivamente,... 205 anos :-)
imagem do artigo

terça-feira, 21 de Outubro de 2008

O Eusébio... das Letras

Quem, no último sábado, adquiriu o jornal A Bola, teve por recompensa uma excelente e bem-disposta entrevista de António Lobo Antunes a Vitor Serpa. Entre referências às suas crónicas e livros (que distingue como “a diferença entre uma piscina para crianças e uma para adultos”), um saudosismo de quando o futebol era desporto (“Naquele tempo havia um deprimido debaixo dos paus e dez eufóricos a mandar brasa e, disso, eu gostava”), referências às mulheres de Ronaldo (“Parecem todas desenhadas pelo Vilhena” :-), outros apontamentos aos clubes e dirigentes – do passado e actuais –, e histórias avulsas sobre desporto, o escritor dá a conhecer um lado que, bem aproveitado, pode levar um adolescente ou jovem a criar empatia com as palavras – e a figura – do eterno candidato ao Nobel.

O adrian dá uma dica: entrevista disponibilizada em local bem visível, juntamente com uma pequena biografia do autor e, para que o primeiro impacto não seja muito atordoante – ou melhor, para que nenhum utilizador mais novo se afogue na tal “piscina para adultos” –, disponibilizem-se os livros de crónicas.
Então, e o Eusébio das Letras? Radica na frase de ALA, sobre si mesmo: “O Eusébio é responsável por algumas das minhas alegrias; António Lobo Antunes por algumas das minhas maiores chatices.
ANTUNES, António Lobo. Livro de Crónicas. Lisboa : Dom Quixote, 2007. 430 p. ISBN 978-972-2030-81-6.

foto aqui

quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Literatura Fantástica ou Fantástica Promoção da Leitura?


Neste espaço tem sido abordada a literatura Fantástica considerando, nomeadamente, lançamentos de títulos e artigos de opinião relacionados. Daí que só possa louvar o destaque dado ao género pela Revista Os meus livros, de Outubro. Particularmente relevante para a ligação jovens/promoção da leitura é o excelente artigo de João Seixas - Esta literatura não é para velhos. Nele se disserta (entre outros tópicos) sobre a qualidade da generalidade das obras lançadas nos últimos tempos, seus destinários, títulos que emergiram e desapareceram e autores portugueses. Uma reflexão, em particular, merece destaque:
“O mercado ameaça tornar-se demasiado dependente de um público-alvo (os jovens) que, inevitavelmente, vai crescer para um vazio de referências literárias.”
A preocupação revelada pelo jornalista é legítima. No entanto, talvez a formulação do pensamento seja um pouco excessiva. Se um indivíduo de 14, 16 ou 18 anos adquiriu o gosto pela leitura com Christopher Paolini, Stephanie Meyer, J.K. Rowling, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman ou Filipe Faria, e se habituou a ter um livro por companhia, será que deixará de ler e cairá num vazio? Ou o costume entretanto adquirido levá-lo-á a procurar outros títulos, outros géneros?

Uma coisa é certa: o Fantástico fez mais pela promoção de hábitos de leitura, nos últimos anos (considerando os públicos mais jovens), do que qualquer outra tipologia de leitura ou programa de incentivo à mesma. Se daí advêm mais benefícios, esse será já outro campo de discussão (ver Luzes difusas numa câmara clara).
SEIXAS, João - "Esta literatura não é para velhos". Os meus livros. Nº 68 (2008), p.42-47.
imagem aqui

segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Muitas leituras... e boas leituras!

A Revista Ler de Setembro inclui uma belíssima “triagem” às listas de leitura autónoma sugeridas pelo PNL. O objectivo era o de, entre as obras propostas, serem seleccionadas as que teriam maior qualidade literária.

No que diz respeito à faixa etária a partir dos 16 anos, o adrian congratula-se com a escolha de O Deus das Moscas e Uma cana de pesca para o meu avô, de William Golding e Gao Xingjian, respectivamente, e que tinham já sido sugeridas neste blogue (ver aqui e aqui). Completavam a escolha as seguintes referências:
STEWART, Ian. Cartas a uma jovem matemática. Lisboa : Relógio d’Água, 2006. 166 p. ISBN 972-708-927-6.

CHATWIN, Bruce. Na Patagónia. Lisboa : Quetzal, 2008. 368 p. ISBN 978-972-564-724-0.

GAIMAN, Neil. Stardust : o mistério da estrela cadente. Lisboa : Presença, 2004. 171 p. ISBN 978-972-23-3140-1.

HEMINGWAY, Ernest. As neves do Kilimanjaro. Lisboa : Livros do Brasil, 2005. 220 p. ISBN 978-972-382-770-5.

Também as indicações para a faixa etária 14-16 passaram pelo crivo de Filipa Melo, José Mário Silva e Rogério Casanova. As indicações incluíram, entre outros:

BOYNE, John. O rapaz do pijama às riscas. Lisboa : Asa, 2008. 176 p. ISBN 978-972-41-5357-5.

CARVALHO, Mário de. Contos da sétima esfera. Lisboa : Caminho, 1990. 208 p. ISBN 978-972-210-065-6.

STEINBECK, John. A pérola. Lisboa : Livros do Brasil, 2007. 110 p. ISBN 978-972-382-827-6.
Ficam as sugestões que, ao adrian, parecem contribuir – e muito –, para enriquecer uma estante com uma selecção bibliográfica para adolescentes e jovens. À entrada do espaço multimédia, junto ao balcão de empréstimo, à porta da cafetaria, em suma, em qualquer local da biblioteca – pública, escolar ou universitária –, que seja ponto de passagem destes públicos.